PRODUÇÃO AUDIOVISUAL, PROTAGONISMOJUVENIL E MÍDIA-EDUCAÇÃO EM UMA ESCOLAPÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL EM FORTALEZA
Palavras-chave:
Educação, Cinema, Escola, Educação Física Escolar, Prática PedagógicaResumo
Este artigo apresenta um relato de experiência sobre o desenvolvimento de práticas pedagógicas com cinema e produção audiovisual em uma escola pública municipal de tempo integral em Fortaleza, Ceará. A experiência foi construída no âmbito das disciplinas Educação Física, Eletiva e Projeto de Vida, envolvendo estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental em processos de criação, planejamento, gravação, edição e socialização de obras audiovisuais. Metodologicamente, trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa e descritiva, elaborado a partir da sistematização de registros docentes, vídeos produzidos pelos(as) estudantes, oficinas, mostras escolares, participação em eventos artístico-pedagógicos e observações realizadas durante os processos de criação. O percurso analisado evidencia que a mídia-educação, quando compreendida para além do uso instrumental das tecnologias, pode favorecer a autoria estudantil, o trabalho colaborativo, a leitura crítica da realidade e a produção de conhecimentos sensíveis, corporificados e socialmente situados. As experiências relatadas indicam que a produção audiovisual, mesmo em contextos marcados por limitações materiais, pode constituir uma estratégia pedagógica potente para ampliar os modos de participação dos(as) estudantes, fortalecer o protagonismo juvenil e aproximar a escola de linguagens contemporâneas de expressão, criação e reflexão.
Downloads
Referências
BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação. Campinas: Autores Associados, 2001.
BERGALA, Alain. A hipótese-cinema: pequeno tratado de transmissão do cinema dentro e fora da escola. Rio de Janeiro: Booklink; CINEAD/UFRJ, 2008.
BETTI, Mauro (org.). Educação Física e mídia: novos olhares, outras práticas. São Paulo: Hucitec, 2003.
BEZERRA, Fabricio Leomar Lima. O ensino e a aprendizagem do sensível na licenciatura em Educação Física: os indícios de uma formação estética. 2013. 94 f. Monografia (Licenciatura em Educação Física) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2013. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1SQrEhxRiGTDg1-ADLS2H2yM34jZIZ0E3/ view. Acesso em 07 jun. 2026
BEZERRA, Fabricio Leomar Lima. A corporeidade como possibilidade de desvelar um processo de aprendizagem. 2015. 173 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2015.
Disponível em: https://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1540. Acesso em 07 jun. 2026.
BIANCHI, Paula; PIRES, Giovani De Lorenzi. Formação de professores e letramento digital: observando caminhos curriculares através da mídia-educação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, 18.; CONGRESSO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, 5., 2013, Brasília. Anais [...]. São Paulo: CBCE, 2013. p. 1-15. Disponível em: http://congressos.cbce.org.br/index.php/conbrace2013/5conice/paper/viewFile/5135/2512. Acesso em 06 jun. 2026.
BUCKINGHAM, David. Media education: literacy, learning and contemporary culture. Cambridge: Polity Press, 2003.
DALTRO, Mônica Ramos; FARIA, Anna Amélia de. Relato de experiência: uma narrativa científica na pós-modernidade.
Estudos e Pesquisas em Psicologia, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, p. 223-237, 2019. Disponível em: https://pepsic. bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812019000100013. Acesso em 04 jun. 2026.
DAYRELL, Juarez. A escola “faz” as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educação & Sociedade, Campinas, v. 28, n. 100, p. 1105-1128, out. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/RTJFy53z5LHTJjFS zq5rCPH/?format=pdf&lang=pt. Acesso em 12 jun. 2026.
DUARTE, Rosália. Cinema & educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
FANTIN, Monica. Mídia-educação: aspectos históricos e teórico-metodológicos. Olhar de Professor, Ponta Grossa,
v. 14, n. 1, p. 27-40, 2011. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/684/68422119002.pdf. Acesso em 07 jun. 2026
FERRARI, Rodrigo Duarte. Ensinar-aprender cinema: através da percepção e cognição incorporadas. 2015. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015. Disponível em: https:// repositorio.ufsc.br/handle/123456789/169575. Acesso em 10 jun. 2026
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FRESQUET, Adriana. Cinema e educação: reflexões e experiências com professores e estudantes de educação básica, dentro e “fora” da escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
LARROSA BONDÍA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação,
Rio de Janeiro, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-24782002000100003&lng=es&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em 04 jun. 2026.
MUSSI, Ricardo Franklin de Freitas; FLORES, Fábio Fernandes; ALMEIDA, Claudio Bispo de. Pressupostos para a elaboração de relato de experiência como conhecimento científico. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 17, n. 48, p. 60-77, 2021. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S2178-26792021000500060. Acesso em 04 jun. 2026.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Docentes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).