EQUIDADE E REPASSE DO ICMS EDUCACIONAL ENTRE MUNICÍPIOS CEARENSES
Palavras-chave:
ICMS EDUCACIONAL, EQUIDADE, FINANCIAMENTO DA EDUCACAO BÁSICA, POLITICA EDUCACIONAL, CEARÁResumo
O Ceará adota desde 2007 critérios educacionais para distribuir a cota parte municipal do ICMS. O Índice Municipal de Qualidade Educacional (IQE) responde por 18% desse repasse e premia redes escolares que melhoram seus resultados no Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará. O artigo investiga se o IQE promove equidade nas transferências dirigidas aos dez municípios de maior porte do estado no período de 2015 a 2019. A pesquisa é quantitativa descritiva. Aplicou-se regressão simples em ambiente R sobre bases do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará, do Portal IDeA, do Sistema FIRJAN e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Construíram-se gráficos de dispersão cruzando o coeficiente de rateio do IQE com o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal, com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e com o Indicador de Desigualdades e Aprendizagens. O IDeA foi decomposto em nível socioeconômico, raça e sexo. Sobral e Tianguá concentram os maiores coeficientes de repasse e os menores índices de desigualdade de aprendizagem em todos os recortes. Fortaleza, com a maior rede e população, recebe valores menores do que o porte justificaria. A fórmula do IQE não inclui matrícula nem indicadores de pobreza e beneficia municípios menores que já operam em patamares de desenvolvimento mais elevados. A transferência condicionada, tal como formulada, reproduz assimetrias em vez de corrigi-las entre municípios de porte comparável.
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