O CORPO QUE FILMA, O SABER QUE RESISTE:O CINEMA INDÍGENA E A PRODUÇÃO DECONHECIMENTO NA EDUCAÇÃO
Palavras-chave:
Cinema Indígena, Povos Indígenas, Educação, Autorrepresentação., Colonialidade.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar o Cinema Indígena como produção de conhecimento, articulando as categorias de autorrepresentação, ontologias indígenas e colonialidade da imagem, com vistas a discutir suas implicações para o audiovisual na Educação Básica. O estudo integra uma tese de doutorado em desenvolvimento, elaborada em formato multipaper, e adota abordagem teórico-ensaística, de método de revisão narrativa crítica, fundamentada na análise teórica de produções audiovisuais e referenciais que articulam cinema, autorrepresentação e cosmopercepções indígenas, em diálogo com autores como Turner (1992), Ginsburg (1991), Pinheiro (2020), Pinheiro e Yxapy (2020) e Schmitz e Marcello (2025), além de documentos legais como as Leis nº 11.645/2008 e nº 13.006/2014. Como resultado, argumenta-se que o Cinema Indígena, produzido por realizadores indígenas, rompe com lógicas representacionais externas e se constitui como prática de autorrepresentação que enuncia ontologias próprias, deslocando a imagem de uma função ilustrativa para uma função epistêmica. Conclui-se que suas implicações para a educação ultrapassam o uso do audiovisual como recurso pedagógico, contribuindo para tensionar a hegemonia do saber, para a efetivação da legislação educacional vigente e para a ampliação das formas de conhecer no espaço escolar.
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