PRODUTOS DIDÁTICOS MULTISSENSORIAIS E INCLUSÃO NO ENSINO STEM:
uma revisão bibliográfica
Palavras-chave:
multissensoriais, inclusão, STEMResumo
O ensino em áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) frequentemente apresenta barreiras de acessibilidade para estudantes com deficiência ou neurodiversidade, em decorrência da predominância de abordagens visuais e unissensoriais. O presente artigo tem como objetivo investigar a utilização de produtos didáticos multissensoriais como estratégias para promover práticas pedagógicas inclusivas, articulando as categorias de ensino técnico-científico e acessibilidade. A fundamentação teórica sustenta-se no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), na teoria sócio-construtivista e em diretrizes normativas como a Política Nacional de Educação Especial (2008) e a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A metodologia consistiu na busca em bases de dados científicas (Scielo, Google Scholar e ResearchGate), delimitada aos últimos 5 anos, que resultou em um total bruto de 16 trabalhos, dos quais 4 foram selecionados após triagem para análise crítica das obras teórico-empíricas sobre materiais multissensoriais (táteis, auditivos e visuais) e sua aplicação didática sob a ótica da equidade. Os resultados revelam que os recursos táteis são predominantes, seguidos por integrações multissensoriais e tecnologias assistivas, como síntese de voz, impressoras Braille e audiodescrição acoplada a objetos táteis. Discute-se, adicionalmente, a relevância do professor como mediador social e a imprescindibilidade de suporte institucional para a viabilização dessas práticas. Conclui-se que o uso de produtos multissensoriais, quando embasados no DUA e no referencial sócio-construtivista, possui potencial significativo para ampliar a inclusão em STEM. Contudo, a efetividade de tais estratégias depende fundamentalmente de uma formação docente adequada e do fortalecimento contínuo de políticas educacionais inclusivas.
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