ESCOLA E FAMÍLIA CULTIVANDO VIDAS: A DOCÊNCIA COMO SOLO FÉRTIL NA FORMAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA DA COMUNIDADE ESCOLAR
Palavras-chave:
Sustentabilidade, Interdisciplinaridade, Protagonismo , Comunidade, ÉticaResumo
O presente relato de experiência tem como objetivo analisar a articulação entre escola, família e território na promoção da educação ambiental crítica, a partir de uma prática pedagógica interdisciplinar desenvolvida com estudantes e comunidade escolar. Fundamentado nas categorias de pesquisa em formação ambiental crítica, prática docente, sustentabilidade, território e ecologia da coexistência, o estudo mobiliza contribuições das Ciências Humanas, das Ciências da Natureza e das tecnologias digitais, em diálogo com as obras de autores como Stefano Mancuso, Paulo Freire, Mauro Iasi e Kohei Saito. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, com caráter exploratório e reflexivo, inspirada na pesquisa-ação e na pesquisa participante, tendo como técnicas a coleta de embalagens plásticas junto às famílias, a troca por mudas na Agência Municipal do Meio Ambiente, a observação das atividades, os registros das oficinas, as rodas de conversa e a análise das práticas pedagógicas realizadas. As ações incluíram jardinagem, plantio, arborização dos espaços escolares, uso de aplicativos para identificação de espécies e debates sobre consumo, tempo, natureza e desigualdade socioambiental. Os resultados evidenciam o fortalecimento do protagonismo estudantil, o estreitamento dos vínculos entre escola e comunidade e a ressignificação da escola como espaço de cuidado com a vida. Ao final, conclui-se que a experiência contribuiu para a formação de uma consciência ambiental crítica, com impacto concreto na comunidade, ao reciclar 750 embalagens, adquirir 120 mudas, plantar 50 delas na escola e doar 60 às famílias.
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