FORMAR O JUÍZO E DESENVOLVER A AUTONOMIA:PERSPECTIVAS FILOSÓFICAS NO ENSINO DEFILOSOFIA
Palavras-chave:
Descartes, Ensino de Filosofia, AutonomiaResumo
Este trabalho investiga de que modo René Descartes apresenta, na obra Regras para a Direção do Espírito, uma concepção de formação intelectual associada à educação filosófica, capaz de iluminar o aprender e o ensinar filosofia. Parte-se da constatação de que, já na Regra I, Descartes desloca o foco do acúmulo de informações para a formação do espírito, compreendida como a capacidade de emitir juízos sólidos e verdadeiros. Essa mudança de orientação, entendida como a passagem de um modelo informativo para um modelo formativo do aprender, permite repensar a figura do aprendiz como sujeito ativo no processo de conhecimento, bem como o papel do mestre na condução dos estudos filosóficos. Para sustentar essa interpretação, o artigo se apoia na análise das Regras I, II, III e XII da referida obra, com o objetivo de mostrar que, nos escritos iniciais de Descartes, já se delineia uma concepção de formação intelectual que implica uma transformação do status quo educacional de sua época. A partir dessa discussão, não apenas analisaremos as Regras sob um viés histórico-filosófico, mas indicaremos de que modo a concepção cartesiana de formação intelectual pode contribuir para uma perspectiva filosófica do ensino de filosofia.
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Referências
DESCARTES, René. Regras para a Direção do Espírito. Fortaleza: Editora 70, 2002.
GALLO, Sílvio. Metodologia do Ensino de Filosofia. 9. ed. Campinas: Papirus, 2012.
WATANABE, Thaís Crepaldi; GUIMARÃES, Alexandre Tadeu de Soares. Informação e formação no pensamento de Descartes: crítica e alternativa à filosofia e à educação escolástica. Horizonte Científico, v. 5, n. 2, dez. 2011.
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