A PRÁXIS DA LIBERDADE E A ÉTICA DA AUTONOMIA: uma análise comparativa entre Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire
Palavras-chave:
Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido, Pedagogia da Autonomia, Libertação, AutonomiaResumo
Este trabalho analisa comparativamente, em paralelo, as obras Pedagogia do Oprimido (1970) e Pedagogia da Autonomia (1996), de Paulo Freire, com o objetivo de identificar as semelhanças e distanciamentos entre suas concepções conceituais, filosóficas, pedagógicas, éticas e políticas. É possível adiantar que as duas obras, embora distanciadas por mais de duas décadas, expressam a continuidade de uma mesma filosofia humanista e libertadora, que se desloca da luta coletiva dos oprimidos para a superação da realidade opressora e para a formação ética e crítica da autonomia de educadores e educandos. A análise propõe compreender a transformação do conceito de "libertação", exposto na Pedagogia do Oprimido, em seu contexto da Ditadura Militar no Brasil, em "autonomia", exposto na Pedagogia da Autonomia, no novo contexto político do neoliberalismo da década de 1990, como eixo de uma pedagogia e filosofia da humanização. Para além da descrição, busca-se tensionar filosoficamente essas categorias, problematizando seus limites, potencialidades e as implicações políticas de seu deslocamento.
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Referências
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
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