Filosofia e literatura: uma leitura das obras “A curiosidade premiada” e “Marcelo, marmelo, martelo”.
Palavras-chave:
Filosofia. Literatura. Linguagem. Curiosidade.Resumo
É possível aliar literatura infantil e filosofia na educação infantil e no ensino fundamental? Essa questão é o pano de fundo na construção desse artigo, para isso analisamos duas obras: “A curiosidade premiada” de Fernanda Lopes de Almeida e “Marcelo, marmelo, martelo” de Ruth Rocha, apontando as questões referentes à curiosidade e a linguagem desenvolvidas nas narrativas que podem ser trabalhados na educação infantil e fundamental numa perspectiva filosófica. Partiremos da hipótese de que Filosofia e Literatura, como criação humana, visam exprimir, re-construir a realidade e, concomitantemente, questionar e compreender o real por intermédio de conceitos, ou de metáfora. Nas duas narrativas os personagens Glorinha e Marcelo numa postura interrogativa própria da infância ao questionarem a realidade, a linguagem na busca de compreender e dar sentido ao mundo assumem uma atitude filosófica. Nas duas obras, tanto as crianças quanto os educadores são desafiados a assumir uma constante postura investigativa diante do mundo, em que a imaginação e a criatividade se unem a reflexão e crítica em um movimento em que a fruição estética se une a uma atitude filosófica.
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