EDUCAÇÃO FILOSÓFICA COMO ATO POLÍTICO: INSERINDO SABERES FEMINISTAS
Palavras-chave:
Filosofia, Educação, Feminismo, Currículo, Justiça socialResumo
Este artigo analisa a educação filosófica como prática política, defendendo a inserção de saberes feministas — especialmente os feminismos negro e interseccional - nos currículos escolares. A partir de uma abordagem teórico-reflexiva, fundamentada em autoras como bell hooks, Djamila Ribeiro, Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Patricia Hill Collins, Sueli Carneiro e Silvia Federici, argumenta-se que o ensino de filosofia, quando atravessado por epistemologias feministas, rompe com o silenciamento epistêmico, amplia o repertório crítico dos estudantes e fortalece práticas educativas comprometidas com a justiça social. Conclui-se que a filosofia, ensinada a partir das margens, constitui um ato político de resistência e emancipação, capaz de transformar a escola em espaço plural e democrático.
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