ARBORIZAÇÃO URBANA E QUALIDADE DE VIDA: uma análise do papel das árvores na regulação térmica da cidade de Marco - Ce
Palavras-chave:
Arborização. , Planejamento Urbano. , Conforto Social.Resumo
A urbanização contemporânea tem alterado a configuração socioambiental das cidades, tornando a arborização urbana um elemento estratégico não apenas ecológico, mas também social e cultural. No município de Marco-CE, localizado no semiárido nordestino, foram inventariadas 573 árvores distribuídas em 38 espécies, revelando predominância de exóticas (92,83%), com destaque para Azadirachta indica (70,68%) e Ficus benjamina (14%), enquanto as nativas representaram apenas 7,17%. Esse desequilíbrio compromete a biodiversidade, a resiliência ecológica e a identidade cultural da população local. As medições de temperatura indicaram diferenças médias de até 2 °C entre áreas arborizadas e não arborizadas, comprovando o papel da vegetação na regulação térmica, na saúde pública e no bem-estar social. Além do inventário, aplicou-se um questionário a moradores de cinco bairros para avaliar a percepção comunitária sobre a arborização, sua distribuição e importância. As respostas demonstraram que, embora a população reconheça os benefícios ambientais e sociais das árvores, também percebe a falta de planejamento e de diversidade vegetal. Assim, a arborização urbana deve ser compreendida como política pública de inclusão e cidadania, capaz de democratizar o acesso a espaços saudáveis e fortalecer vínculos culturais. Valorizar espécies nativas é investir em pessoas e na construção de cidades mais justas, humanas e sustentáveis.
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